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| Na rua, na chuva: Fidelidade é tudo |
Há três anos, quando estourou a crise econômica, discutia-se qual seria o tipo de recessão que o mundo enfrentaria: se em forma de U, com um longo mergulho rumo ao fundo do poço, ou se em W, com uma respirada e um novo mergulho. Pois bem, ficou comprovado que o formado correto é o WWWW, com idas e vindas, um cenário de completa esquizofrenia. Agora mesmo, a agência Standard & Poor's rebaixou a classificação da economia americana, em um sinal claro de desconfiança com relação à capacidade do governo Obama de honrar seus compromissos. Se a situação persistir, o risco de que outras agências rebaixem a nota dos EUA é grande, afirmam analistas.
Mas, espera aí, não foram essas mesmas agências que recomendaram a compra de papéis do finado Lehman Brothers? Do Citibank? Ora, façam-me o favor!
E aqui no Brasil, pessoas continuam dormindo nas ruas, passando fome, sendo exploradas, ganhando um salário ridículo, endividando-se ao extremo, assumindo compromissos que talvez não tenham como honrar, tudo em nome de uma falsa prosperidade, muito mais fruto do ufanismo marqueteiro que da situação econômica. Mas parece que isto não é notícia, e muito por nossa própria culpa. Afinal, estamos muito satisfeitos com nossos carnês das Casas Bahia, pagando os juros mais altos do universo, mas com a TV nova em casa.
Minha opinião: deveríamos nos preocupar com o nosso futuro. Com educação de qualidade, transporte eficiente, governos menos perdulários e menos corruptos, alcançaríamos de verdade um papel de destaque no cenário mundial. Enquanto isso não acontece, não podemos considerar nosso país como desenvolvido. Isso é propaganda enganosa, e pagaremos o preço da irresponsabilidade -nossa e dos representantes que elegemos- se não tomarmos já uma atitude.

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