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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O que você tem feito pela mudança?

Foto: Tais Luso (taisluso.blogspot.com)
Na rua, na chuva: Fidelidade é tudo

   Há três anos, quando estourou a crise econômica, discutia-se qual seria o tipo de recessão que o mundo enfrentaria: se em forma de U, com um longo mergulho rumo ao fundo do poço, ou se em W, com uma respirada e um novo mergulho. Pois bem, ficou comprovado que o formado correto é o WWWW, com idas e vindas, um cenário de completa esquizofrenia. Agora mesmo, a agência Standard & Poor's rebaixou a classificação da economia americana, em um sinal claro de desconfiança com relação à capacidade do governo Obama de honrar seus compromissos. Se a situação persistir, o risco de que outras agências rebaixem a nota dos EUA é grande, afirmam analistas.

   Mas, espera aí, não foram essas mesmas agências que recomendaram a compra de papéis do finado Lehman Brothers? Do Citibank? Ora, façam-me o favor! 
   E aqui no Brasil, pessoas continuam dormindo nas ruas, passando fome, sendo exploradas, ganhando um salário ridículo, endividando-se ao extremo, assumindo compromissos que talvez não tenham como honrar, tudo em nome de uma falsa prosperidade, muito mais fruto do ufanismo marqueteiro que da situação econômica. Mas parece que isto não é notícia, e muito por nossa própria culpa. Afinal, estamos muito satisfeitos com nossos carnês das Casas Bahia, pagando os juros mais altos do universo, mas com a TV nova em casa.
   Minha opinião: deveríamos nos preocupar com o nosso futuro. Com educação de qualidade, transporte eficiente, governos menos perdulários e menos corruptos, alcançaríamos de verdade um papel de destaque no cenário mundial. Enquanto isso não acontece, não podemos considerar nosso país como desenvolvido. Isso é propaganda enganosa, e pagaremos o preço da irresponsabilidade -nossa e dos representantes que elegemos- se não tomarmos já uma atitude.


 

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

E o Jobim, hein?

 Cara, esse país me dá frouxos de riso... Nelson Jobim não é mais o titular da pasta da Defesa. Depois da enésima declaração esculhambando os petistas e endeusando os tucanos, a gota d'água foi a infeliz entrevista dada à "Piauí", onde ele detona a ministra Ideli Salvatti, das Relações Institucionais, chamando-a de "fraquinha" e esculacha a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, ao afirmar que ela mal conhece Brasília.




Jobim mata a cobra e mostra o pau

Tudo muito bom, tudo muito bem, mas ele falou alguma mentira? Teve coragem, em uma outra ocasião, de revelar não ter votado em Dilma. Essa, a presidente teve que engolir a seco, mas não tardaria a hora da revanche.

Fraquinha, eu? Tô chocada
  Honestamente, a atitude de Jobim se assemelha a de quem já está de saco cheio do emprego e quer sair, mas é covarde de pedir o boné. Apelou para a sinceridade e caiu. Mas não falou mentira nenhuma, convenhamos... Se Ideli fosse tão boa não teria passado seis meses como ministra da Pesca, cargo     que não "influi nem contribui". Gleisi está decolando no Paraná, mas ainda não é a raposa felpuda que a Casa Civil pede.

Preciso descobrir o que é SQN...
  
   A impressão que se tem do lado de fora do picadeiro é de que o circo começa a pegar fogo, perigosamente.