Desde pequeno a cozinha me fascina. Sempre gostei de criar coisas (que nem sempre ficam boas, é verdade). Lembro que minha avó tinha um livrinho, herdado da tia Ruth, com verdadeiras preciosidades, como biscoitos de nata ou bolo Luis Felipe, ambos complicados de fazer, porém deliciosos.
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| Empadão de frango: é o que temos para hoje |
Cozinhar, para mim, tem um efeito terapêutico. É a hora em que eu me desligo do mundo, me encontro, converso comigo mesmo. Preciso demais de momentos assim, de calma e relaxamento. Se tiver uma cervejinha, então, a coisa melhora muito. E assim foi hoje.
Falando em relaxamento, ou melhor, na falta de, hoje me dei conta de como o mundo está falando cada vez mais alto. No shopping, as pessoas não conversam mais. Quando o fazem, tem que ser como repórter no carnaval, gritando nos ouvidos do interlocutor. Que coisa estranha.
De uma maneira geral, tenho visto muito pouca civilidade nas ruas. A pessoa te dá um encontrão - mesmo sem querer -, olha para a sua cara, e vai embora. No transporte coletivo, então, é um negócio que vou te contar. Nada me deixa mais irritado do que alguém que se faz de morto para não ceder lugar a outra pessoa mais necessitada.
Triste e sintomático comportamento de uma sociedade que ridiculariza (ou desconhece) boas maneiras e vê valores na falta de educação.

É difícil mesmo. O individualismo é cada vez maior e o coletovo é deixado de lado. Mas há esperança. Ontem subindo Sta Tereza, me deram boa noite rs. Tudo bem que eram turistas rs, mas quem sabe contagia.
ResponderExcluirAssim esperamos, mano! Abs
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